Consumidores estão preferindo marcas pelas quais se sentem representados


Sabemos muito bem como o Marketing é feito na Era Digital. O que antes era limitado a revistas locais e anúncios de TV, agora pode ser espalhado pelo mundo em questão de alguns cliques.

E, com isto… Estamos mesmo alcançando mais pessoas. Pessoas com todos os tipos de gostos, interesses, etnias, locais, classes, opiniões, origens. E, mais importante, pessoas que estão mais exigentes. Elas agora (mais do que nunca) têm tantas opções de compra que simplesmente pararam de buscar somente por produtos ou soluções e passaram a buscar marcas nas quais possam ver a si mesmas e seus valores.

De acordo com a Global Consumer Pulse Research, um estudo feito para a Accenture em 2019, as Gerações Y e Z podem ser chamadas de Geração P (de Propósito) — e representam quase 5 bilhões de pessoas.

Em outra pesquisa da Adobe, 38% das pessoas entrevistadas disseram que são mais propensas a consumir produtos e serviços de marcas que mostram diversidade nos anúncios e 34% boicotaram marcas pelo menos uma vez porque não se sentiram representadas nas propagandas ou ações das empresas.

Então, acredito que podemos afirmar o inegável: para realmente se conectar com o público, é necessário que marcas e empresas representem corretamente suas visões e opiniões.

Isso não deve ser apresentado apenas em campanhas publicitárias e de Marketing — não basta levantar uma bandeira ou falar a respeito. Ações reais se tornaram peças fundamentais para o crescimento e o reconhecimento de marcas que querem se destacar no mercado.

 

Representatividade é muito mais que uma ferramenta de Marketing
Aqui, está o mindset-chave: embora a diversidade seja um tema muito presente em palestras, filmes, notícias e na própria publicidade, ela não deve ser tratada como uma mera estratégia de Marketing, mas como uma forma necessária de inclusão e respeito.

Muitas vezes, as marcas entendem mal a mensagem. É o caso da empresa de produtos de beleza Love, Beauty and Planet (do grupo Unilever). Mesmo carregando uma clara referência à sustentabilidade no nome, a marca foi envolvida em polêmicas relacionadas aos ingredientes dos cosméticos não serem completamente “orgânicos, veganos e limpos”, como clientes pensavam, além de não estar completamente livre da associação com crueldade animal. Seu público percebe se a sua mensagem é realmente significativa.

Sem apontar dedos aqui. O que eu realmente quero que você reflita é: clientes de Love, Beauty and Planet não consomem os produtos só porque gostam; consomem pelo que a marca representa e procuram isso em todos os seus pontos de contato.

 

Clientes preferem marcas engajadas
Como dissemos antes, clientes de hoje preferem se conectar com marcas que apoiam a diversidade e a inclusão. Isso, claro, está relacionado à publicidade (onde o público enxerga sua representação), mas vai além disso.

De acordo com a pesquisa Global Marketing Trends Executive, também importa para clientes como uma empresa aplica a diversidade no ambiente de trabalho, incentivando e abrindo espaço para mulheres, pessoas negras, LGBTQIA+ e outros grupos minorizados.

Isso é particularmente importante para quem é mais jovem: a pesquisa mostrou um comportamento crescente em relação à diversidade especialmente para a Geração Z (a nova força de consumo). Tais jovens, com nascimento entre o início dos anos 1990 e o início dos anos 2000, são o que chamamos de nativos digitais, pessoas que nasceram e cresceram durante a transformação digital das últimas décadas.

Formam a Geração P(ropósito), junto com a Geração Y, mas parecem dar um passo além. Se preocupam com questões relacionadas ao nosso planeta — não é difícil encontrar referências a jovens ativistas como Greta Thunberg — e com a sustentabilidade necessária para a produção consciente e o crescimento sustentável dos negócios.

A pesquisa também mostra que 57% de quem consome é mais leal a marcas que estão comprometidas em abordar as desigualdades sociais em suas ações, além do fato de empresas com melhores resultados de crescimento estarem estabelecendo métricas-chave de desempenho para os objetivos de negócios de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), ao contrário das concorrentes com crescimento inferior.

Ainda de acordo com os dados: 94% da Geração Z espera que as empresas se posicionem sobre questões sociais importantes e 90% disseram terem mais disposição a comprar produtos que consideram benéficos para a sociedade. Em outras palavras: as empresas que acompanham a evolução da geração consumidora podem encontrar um caminho favorável para aumentar a receita.

 

Fonte: Rock Content

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